5 histórias de empreendedores de sucesso

6 ideias de como ganhar dinheiro em uma cidade pequena do interior
14 de fevereiro de 2020

O fracasso é um medo que ronda a mente de qualquer empreendedor. Afinal, é comum que se aposte todas as últimas fichas na abertura de um empreendimento comercial ou empresa — e, nesse contexto, ter que fechar as portas significa perder a “última oportunidade” de tranquilidade financeira. A realidade, entretanto, é bem diferente do que se pensa. 

Dificuldades na jornada são comuns para a maioria dos empresários. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 60% das empresas fecham as portas durante os cinco primeiros anos de funcionamento. Ou seja, o “fracasso” é resultado comum para mais da metade dos que empreendem.

Uma das maneiras de encontrar atalhos nessa jornada é conhecer os erros e acertos cometidos por outros empreendedores. Dentre os motivos para o fechamento das empresas, vale destacar os seguintes:

  • Desentendimento entre sócios;
  • Falta de dinheiro e conhecimento e
  • Dificuldades em compreender leis e benefícios do Estado. 

Agora que você conhece os três principais erros, chegou a hora de aprender com quem já trilhou o caminho do empreendedorismo para se inspirar e fazer tudo da maneira mais correta possível. Nas histórias abaixo, você vai conhecer diferentes nichos do mercado e, assim, poderá aprender com quem já passou por esse desafio e conseguiu chegar ao objetivo final: o sucesso! 

5 histórias para se inspirar e aprender

histórias para se inspirar e aprender

Confeitaria Artesanal Torta de Limão

Um dos fatores com maior influência sobre a abertura de um empreendimento familiar é a tradição. Afinal, poucas coisas podem ser melhores para um produto do que a garantia de que ele foi testado e aprovado ao longo dos anos. Entretanto, isso não significa que não há espaço para crescer ainda mais e de maneira organizada com um pequeno empurrãozinho. Esse é exatamente o caso da Confeitaria Artesanal Torta de Limão, localizada em Praia Grande, no estado de São Paulo.

Há 20 anos em funcionamento, o empreendimento apostava principalmente na confeitaria tradicional. Ao longo dessas duas décadas, o crescimento do negócio exigiu cuidado mais detalhado com questões relacionadas ao caixa e ao desenvolvimento da empresa. Foi esse o momento em que o gerente, Paulo Sérgio Brito Franzosi, decidiu procurar ajuda com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

O principal objetivo da busca por apoio foi a necessidade de melhorar o planejamento estratégico — responsável por guiar todos os processos que fazem um empreendimento funcionar ao longo do ano. A confeitaria precisava aprimorar seus controles financeiros — garantindo o prosseguimento da produção, venda e atendimento — e, assim, abrir espaço no caixa para desenvolver novos produtos. 

Com apoio dos especialistas em micro e pequenas empresas, a Confeitaria Artesanal adotou as seguintes medidas: 

  • Aprimoramento do fluxo de caixa — controle sobre entradas e saídas;
  • Fixação de pró-labore — remuneração mensal ao dono do empreendimento;
  • Rastreio e redução de desperdícios em 20%;
  • Adoção de medidas sanitárias;
  • Reorganização do espaço físico — reestruturação da câmara fria, por ex.; 
  • Alocação de verba para desenvolver novos produtos e
  • Criação de rede de contatos para participação em feiras do setor. 

Ao buscar ajuda, a história da Confeitaria Artesanal Torta de Limão mudou para sempre. Com maior organização financeira, foi possível aprimorar a estrutura, garantir segurança sanitária e ainda desenvolver mais produtos para aumentar o portfólio da loja e conseguir vender mais. 

Magazine Luiza 

A história do Magazine Luiza é um mix de tradição, faro empreendedor e valores de empresas familiares. O primeiro capítulo data de 1957, quando Luiza Trajano e Pelegrino José Donato compraram a lojinha de presentes “Cristaleira”, no interior de São Paulo, na cidade de Franca. 

A primeira ação dos novos empreendedores ditou o rumo da loja para sempre. Assim que assumiu o comando, a dupla promoveu um concurso cultural em uma rádio local para definir o novo nome da loja. A partir desse momento, a interatividade e proximidade com clientes tornou-se uma marca. 

Com investimento de outros membros da família, o Magazine Luiza se expandiu pela cidade de Franca e pelo interior de São Paulo. Em 1974, a primeira grande loja de departamentos foi aberta e, três anos mais tarde, o empreendimento celebrou 20 anos de história com 30 lojas funcionando. 

Os grandes saltos de crescimento aconteceram na década seguinte. Em 1981, o sistema da loja foi informatizado e, cinco anos mais tarde, todo o centro de distribuição operava a partir de computadores. Em 1990, a loja desenvolveu o primeiro modelo de comércio eletrônico do mundo. 

Com a chegada de Luiza Trajano ao comando do empreendimento, a modernização era um caminho sem volta. Dando voz ativa aos funcionários e permitindo o crescimento deles na hierarquia da empresa, o empreendimento tornou-se um dos melhores lugares para se trabalhar no país. 

Em 2019, Magazine Luiza foi uma das líderes do nicho das lojas de departamento. O sucesso se deve ao pioneirismo na maneira de lidar com cliente, busca por modernização da produção e aproveitamento de oportunidades de mercado — como a modernização dos meios de comunicação e a informatização dos processos de estocagem e venda. 

Na Garagem Hamburgueria Artesanal

Para que uma ideia se concretize em um empreendimento de sucesso, é determinante que o negócio criado preencha uma lacuna no comércio da cidade, região ou bairro. Esse foi o ponto de partida para a criação da Na Garagem Hamburgueria Artesanal, em Pinheiros, em São Paulo (SP). 

Se você vive em uma cidade média ou grande — atualmente, até pequenas cidades têm esse tipo de empreendimento —, é impossível que você nunca tenha visto uma hamburgueria artesanal. A Na Garagem é uma das pioneiras desse modelo de negócio na maior cidade do hemisfério sul.

Entretanto, engana-se aquele que imagina que o pioneirismo garante um cenário tranquilo para o empreendedorismo. O dono da hamburgueria, Gilson Almeida, conta que a parte fácil é fazer o hambúrguer: “Hambúrguer é fácil de fazer, mas o negócio vai muito além disso. Eu não era o cara da administração […], mas temos que ficar de olho nas planilhas constantemente”, explicou o chef. 

A grande vantagem da hamburgueria, na verdade, é o seu porte, que guia as demais etapas do processo de gestão. Com apenas 18m², o salão tem um balcão interno e outros dois externos, a cozinha tem espaço reduzido e o controle sobre o negócio como um todo é facilitado. Afinal, o cardápio oferece poucas opções: três hambúrgueres (um deles vegetariano), apenas batatas fritas como acompanhamentos e hambúrguer de 130g padronizado.

Espaço e cardápios enxutos ajudam a reduzir custos com fornecedores, cozinha e pessoal,  a logística é facilitada, diminui-se o desperdício e ainda se agrega valor à experiência de se comer lá: o cuidado com os ingredientes impacta a qualidade do produto final. 

Outra vantagem é que a expansão das atividades nesse modelo de negócio não depende de espaço físico. Em dias de baixa demanda no salão, a Na Garagem abre o delivery para pedidos via aplicativos ou telefone. Quando a demanda in loco é alta, não há necessidade de abrir o delivery para fechar as contas. 

Diferentemente do que se pensa, o pioneirismo em qualquer atividade exige cautela para se encontrar um modelo de negócio adaptado ao nicho explorado. Com essa hamburgueria, você pode tirar de lição que é preciso procurar uma boa oportunidade e encontrar a maneira mais eficiente de fazer sucesso com ela. 

99 pop 

Outro caminho comum para o empreendedorismo é se unir aos colegas de faculdade, reunir conhecimentos desenvolvidos durante o curso e criar um negócio do zero. Se você precisou chamar um carro em serviços de aplicativo, já deve ter ouvido falar no app 99pop, que se tornou o primeiro unicórnio brasileiro — empresa que ultrapassa o R$ 1 bilhão de valor de mercado. 

A trajetória começou sete anos atrás, quando Ariel Lambrecht se deparou com a tendência de se pedir táxis via aplicativo. Essa ideia despertou a criatividade de Ariel, que contatou seu colega Paulo Veras. Rapidamente, Renato Freitas também foi acionado para a empreitada. Com conhecimentos em tecnologia, produto e gestão, o trio desenvolveu a ideia e colocou a mão na massa. 

O passo seguinte foi delimitar a cidade de São Paulo como laboratório de testes e buscar se diferenciar dos concorrentes. Os motoristas de táxi eram chamados a uma visita a sede improvisada da empresa, recebiam treinamento para configurar o telefone celular — smartphones ainda eram uma novidade à época — e usar o aplicativo. Além disso,  taxas não eram cobradas dos motoristas. 

Com aportes de diferentes investidores, o 99 pop se expandiu para outras cidades. O empreendimento cresceu, conseguiu competir com grandes concorrentes internacionais, como a Uber e, atualmente, mais de 300 mil motoristas estão cadastrados na plataforma e atendem a 14 milhões de usuários no Brasil. 

O sucesso dessa empreitada deve-se a esses fatores:

  • Conhecimento específico dos empreendedores;
  • Aproveitamento de oportunidades de mercado;
  • Diferenciação em relação aos concorrentes;
  • Uso de tecnologia inovadora e
  • Formação de sociedade coerente com o empreendimento. 

Pizza Frita Semião

Tudo começou em 1994, quando Eliseu Semião convidou os amigos para um jantar e apresentou a sua receita de pizza frita. A comida fez sucesso entre os chegados de Eliseu, que logo decidiu vender sua obra-prima para reforçar o orçamento doméstico. Em junho de 1996, ele abriu o disk pizza frita e, dois anos depois, a marca foi registrada: assim, foi criada a Pizza Frita Semião.

Por longos anos, o empreendimento foi tocado sem muitos cuidados com conhecimento em gestão empresarial e demais áreas fundamentais para o crescimento de uma empresa. Dada a necessidade de expansão, Eliseu se inscreveu em palestras, oficinas e cursos. E esse foi o ponto de virada para as pizzas fritas. 

Com esses pilares para o desenvolvimento do conhecimento, o empreendedor passou a tomar decisões com mais informações em mãos e ampliou sua visão empreendedora em busca de oportunidades. A mistura usada para fazer a massa foi transformada em uma patente e, junto da marca, foi registrada no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI). 

Ao compreender a necessidade de investir em design, inovação, sustentabilidade, tecnologia da informação e comunicação, a Pizza Frita Semião aumentou o faturamento a partir de um ticket médio maior, a empresa tornou-se referência regional e passou a ser uma franquia. 

Agora é com você! 

O sucesso de um empreendimento depende de uma série de fatores. Para reunir as melhores condições possíveis, busque por oportunidades que atendam a uma demanda no bairro, região ou cidade, estude sobre gestão empresarial e sobre o seu mercado, faça parcerias com quem pode te ajudar a ir mais longe e não tenha medo de procurar por ajuda especializada! 

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